quinta-feira, 1 de abril de 2010

Meninos da Vila mostram quem realmente são

Uma casa de caridade que desde 1970 cuida de pessoas com paralisia cerebral. Foi no Lar Espírita Mensageiros da Luz, localizado no canal 3 e que atualmente cuida de 34 pessoas, que os jogadores do Santos resolveram aparecer para doar simbolicamente 600 ovos de Páscoa, que serão vendidos na loja do clube, na Vila Belmiro. O dinheiro arrecadado será revertido para a instituição.

Boa parte do elenco preferiu ficar no ônibus. Só desceram 11 atletas: Felipe, Wladimir, Edu Dracena, Zé Eduardo, Arouca, Pará, Gil, Maikon Leite, Breitner, Zezinho e Wesley. O meia Paulo Henrique Ganso, por exemplo, estava entrando no local, quando foi chamado por alguém do ônibus, subiu e não voltou mais. Os jornalistas presentes ainda escutaram, em alguns momentos, uma batucada dentro do ônibus.


O fato deixou o técnico Dorival Júnior constrangido.

- Eu já sabia que alguns atletas não entrariam. É uma opção de cada um e temos de respeitar. Já escutei comentários que os jogadores não desceram por uma questão religiosa, mas não tem nada a ver. Temos de esquecer isso e pensar apenas no maravilhoso trabalho que é feito nessa instituição. E eles estão precisando de ajuda. Aqui, é o ser humano que precisa ser valorizado – afirmou o treinador.

Quem desceu do ônibus e pensou no "lado humano", como pediu o treinador, não se arrependeu.

O atacante Maikon Leite deu atenção especial a dois pacientes. Primeiro, brincou com uma bola com o garoto Thiago, de 7 anos. Depois, conversou com Pita, uma paciente de 46 anos. Cantou com ela toda a primeira parte do hino do Peixe. Só não esperava pelo final. Após cantar, Pita disse que o coração dela era corintiano, o que provocou muitas risadas no local.


- Não, isso não, pelo amor de Deus. Tem de torcer pelo Santos – afirmou o atacante, rindo. Depois ele resumiu a visita.

- Não tenho palavras. A alegria dessas pessoas é algo que te contagia, que te ilumina. Vou guardar tudo que vi aqui com muito carinho – concluiu o jogador.

O zagueiro Edu Dracena seguiu pela mesma linha de raciocínio.

- Não tem preço o que a gente viu aqui. A gente fica reclamando de problemas bobos e quando vê o que é feito aqui, vê como pensamos pequeno – afirmou o zagueiro Edu Dracena.

O goleiro Felipe foi outro que precisou segurar as lágrimas.

- Não tem como não se emocionar. Essas pessoas são lutadoras e merecem tudo de bom da vida – ressaltou o atual titular da meta.

Fonte: globoesporte.com

Nota do blogueiro: "Os meninos da vila super idolatrados pela mídia nativa mostra o caráter da boleirada, mas por ser um time formado, na sua grande maioria, por garotos evidencia que o problema vem de baixo desde a formação deles na base, pois eles só pensam na fama, dinheiro, mulheres. Essa garotada do Santos decepciona, em especial Neymar, Ganso e o "muleque" mimado Robinho, os tão idolatrados pelos torcedores do peixe. Não adianta nada eles ficarem reclamando da violência dos seus marcadores dentro de campo, sendo que fora de campo os mesmos praticam a pior da violência: o preconceito. Abre o olho imprensa maldita!"

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