segunda-feira, 21 de março de 2011

sábado, 5 de março de 2011

Requião, às vezes, fala bem

Ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB-PR) fez campanha dividindo o palanque com Dilma Rousseff. Eleito, tornou-se um dos mais ácidos críticos do governo no Senado. Votou a favor do salário mínimo de R$ 560, contra os R$ 545. Disse ‘não’ à medida provisória que instituiu a APO (Autoridade Pública Olímpica). Instou os colegas que abandonarem o comportamento “bovino” no trato com o governo.

Da tribuna, disse que a gestão Dilma privilegia o “capital vadio” em detrimento do “trabalho”. Em entrevista ao blog, Requião, 70 anos completados neste sábado (5), afirmou:  “O Congresso foi reduzido a emendas e nomeações para carguinhos no governo”.

Fonte: Blog do Josias de Souza, UOL.
Nota do blogueiro: "Apesar da sua loucura constante, o Senador Requião está certo em criticar o que ele chama de capital vadio, pois só banqueiro ganha dinheiro nesse país, e o dólar vai que vai caindo".

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Osmar Dias no Banco do Brasil

Osmar Dias errou o alvo mais uma vez. Pediu a diretoria geral de Itaipu, mas esta já tem dono. Jorge Samek está confirmado no cargo, com o aval o ex-presidente Lula. Além do que, Samek tem o apoio do PT nativo, aí incluídos o ministro Paulo Bernardo e a senadora Gleisi Hoffmann.

Para evitar encrenca, Osmar recebeu convite para a diretoria de crédito agrícola do Banco do Brasil, posto onde estaria mais à vontade, pois é do ramo. Resta ver se aceita.

Fonte: Fábio Campana

Nota do blogueiro: "Por ser produtor rural e conhecer a realidade do campo, Osmar Dias aceitando esse convite seria uma decisão muito bem acertada da sua parte, pois estaria de fato podendo ajudar os produtores mais de perto e acabar com a burocracia que impera no crédito agrícola. Precisamos mais de pessoas que trabalham no campo para dentro de diretorias como essa do BB, e o Osmar é uma pessoa que ajudará e muito na condução de uma política agrícola mais eficaz no nosso país".

domingo, 9 de janeiro de 2011

Agora é Dilma

A foto emoldurada de Luiz Inácio Lula da Silva sorridente, com a faixa presidencial no peito, ainda está lá. Sem alarde, porém, a rotina do Palácio do Planalto já começa a mudar. Em uma semana de trabalho, Dilma Rousseff tirou do papel um antigo plano: vai dividir o governo em 'núcleos de gestão', que terão metas a cumprir, e revisar todas as receitas e despesas.


Adepta do planejamento estratégico, a primeira mulher presidente do Brasil quer um modelo de governança no estilo empresarial. Ela passou os primeiros dias do mandato em reuniões no gabinete, assistiu a mais uma temporada de beliscões entre o PT e o PMDB por cargos no segundo escalão, mas decidiu congelar os anúncios até fevereiro. O foco, agora, é a organização da equipe.

Dilma determinou a ministros a formação de três grandes núcleos: políticas sociais, desenvolvimento econômico e cidadania. Há, ainda, o grupo de infraestrutura criado no governo Lula, que será repaginado. Cada núcleo ficará responsável pela preparação dos projetos e monitoramento das ações. O programa de erradicação da miséria está abrigado no guarda-chuva social.

Na tentativa de impedir escândalos como os do passado, ela também encomendou à Casa Civil uma avaliação detalhada sobre o Sistema de Gestão da Ética do Executivo Federal. Quer saber, sem rodeios, o que pode ser aperfeiçoado nesse código de conduta, datado de 2007.

Depois da festa da posse, no primeiro dia do ano, Dilma entrou em uma espécie de imersão no Planalto. Não saiu de lá nem para almoçar e trocou o tradicional sofá com poltronas vermelhos do gabinete por um conjunto Navona de couro preto, desenhado por Sérgio Rodrigues.

Marmita. Na segunda-feira, por volta de 14h00, ela decidiu chamar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para uma conversa. Ele estava diante de um bacalhau, na Academia de Tênis, quando o celular tocou.

'Preciso falar com você antes das 15 horas', avisou a presidente. 'Estou acabando de almoçar e em um minuto estarei aí', respondeu Cardozo, informando o seu paradeiro. 'Mas não tem comida no seu ministério, não?', provocou ela. O ministro caiu na gargalhada e Dilma aproveitou a deixa: 'Embrulhe esse bacalhau, faça uma marmita e traga aqui que eu lhe dou um copo de água'. Cardozo largou o prato e saiu correndo.

O estilo Dilma dava ali a primeira 'canja' da semana. Quem convive com ela há mais tempo, no entanto, já está acostumado com seus hábitos, bem diferentes dos de Lula. Enquanto ele ultrapassava todos os prazos para tomar decisões, ela é a típica mineira que não perde o trem e quer tudo pronto para 'ontem'.

Obcecada por metas, Dilma vai redefinir prioridades e cortar gastos, algo em torno de R$ 35 bilhões do Orçamento. Tem pressa na montagem do plano nacional de combate ao crime organizado e incumbiu Cardozo de iniciar uma maratona de viagens para ouvir governadores sobre políticas de segurança pública.

Do tipo workaholic, a presidente trabalha, em média, 12 horas por dia e ainda não explodiu com as cobranças do PT e do PMDB. Quando a pressão bate à sua porta, repousa os olhos sobre a foto da única filha, Paula, no porta-retrato acomodado em sua mesa.

'Dilma tem consciência de que não é o Lula e precisa muito trabalhar coletivamente, para dar conta dessa tarefa', afirmou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. 'Que ninguém se engane: ela está leve e descontraída, mas vai exigir resultados. E muito.'

Ruídos. Foi uma semana de embates, mas também de articulações nos bastidores para desfazer ruídos e mal-estar. Na quinta-feira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), telefonou para Dilma. 'Presidente, não é verdade que eu estimulei o PMDB a cobrar um salário mínimo maior do que R$ 540', disse ele. Dilma assentiu.

Longe dos holofotes, o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, conversou até altas horas com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para conter a crise. Por decisão de Dilma, as nomeações para importantes postos nas estatais foram postas no freezer. A ordem é aguardar a troca de comando na Câmara e no Senado, em 1.º de fevereiro.

'O critério para ter assento no governo não pode ser a estrela do PT no peito', reagiu Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara. 'Precisamos acertar métodos de convivência', resumiu Carvalho, um ex-seminarista.

O homem que reza um salmo do Evangelho todo dia, quando entra no Planalto, é um dos poucos que já tiraram a foto do ex-presidente da parede. 'Pedi desculpas para ele, mas tirei', contou Carvalho. No gabinete de Dilma, porém, a imagem de Lula ainda vigia o expediente. Em breve não será mais assim: ela prometeu posar para a foto oficial nos próximos dias.

O clima seco de Brasília sempre incomodou Dilma, que tem o hábito de caminhar bem cedo. Agora, com as chuvas de verão, ela não reclama mais. Quando fevereiro chegar, no entanto, a temperatura vai subir. Ao menos na seara política.

Fonte: msn.com
 
Nota do blogueiro: "Que esse estilo da Dilma seja duradouro ao longo dos próximos quatro anos, e que ela e sua equipe de governo tragam desenvolvimento e justiça para o nosso país. Estaremos de perto observando o desenrolar desse governo, e desejo muito sorte à ela e para a sua equipe. Espero que o seu governo olhe com carinho para a infraestrutura e o agronegócio, pois já foram 8 anos de governo Lula, nada aconteceu, e agora mais 4 para realmente ter uma política agrícola eficaz para o Brasil. Nem preciso falar de saúde, educação e segurança, pois esses três são obrigações de qualquer governo. Boa sorte Presidenta Dilma"

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Após novo aumento do IOF, dólar sobe mais de 1%

O dólar abriu nesta terça-feira (19) em alta de 1,32%, cotado a R$ 1,688. O governo anunciou na noite de segunda-feira novas medidas para tentar brecar a valorização do real frente à moeda norte-americana.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 4% para 6% sobre recursos de estrangeiros que investem em renda fixa. Além disso, elevou a alíquota do IOF que incide sobre as margens de derivativos que têm de ser depositadas na Bovespa -- a taxa passou de 0,38% para 6%.

As medidas passam a valer a partir desta terça-feira. No último dia 4, o governo já havia elevado de 2% para 4% a taxa do IOF para estrangeiros que investem em renda fixa, com o objetivo de desestimular a entrada de capital estrangeiro de curto prazo no país.

Fonte: UOL Economia

terça-feira, 22 de junho de 2010

Fuga da Dilma

Numa mal disfarçada estratégia de fugir de polêmicas, na semana passada a candidata do PT escapuliu para a Europa, dando bolo em debates e sabatinas. De quebra, foi produzir imagens arquitetadas para apresentá-la no horário eleitoral como celebridade política internacional que não é. Mas Dilma é Dilma em qualquer lugar do mundo: em seu tour pelo Velho Mundo, conseguiu superar-se e produziu uma montanha de insignificâncias e grosserias.


Em Paris, onde avistou-se com um constrangido Nicholas Sarkozy, a candidata do PT desdenhou os repórteres que a seguiam (a seguiam não porque estivessem gostando daquilo, mas simplesmente pelo dever de ofício de acompanhar a agenda de uma candidata à presidência da República, fosse ela quem fosse): "Vou fingir que não os conheço, que são todos um bando de argentinos". Espirituosa, essa Dilma; entrou no clima de arquibancada de estádio de futebol...

Minutos antes, exibira toda a sua noção de cidadania e finesse ao pular no meio de carros para atravessar uma avenida parisiense: "Eu não tenho medo nenhum", disse ela. Santo Deus! Medo? Será que esta senhora não sabe o que é boa educação? Em Paris não se atravessa com sinal fechado, muito menos fora da faixa de pedestre! (Como, aliás, já acontece em algumas cidades brasileiras, a exemplo de Brasília. Mas, na sua alienação da realidade, a ex-ministra não deve ter percebido isso nos quase oito anos em que lá vive.)

Ao ausentar-se do país, Dilma fugiu, por exemplo, da sabatina promovida pela Folha de S. Paulo, à qual José Serra deve comparecer hoje. Fugiu de questionamentos da opinião pública; fugiu da possibilidade de esclarecer sua visão sobre os mais diversos e relevantes assuntos; fugiu de deixar de ser o "vazio" nominado por Lula e por ela docemente aceito.

Dilma diz preferir o "quebra-queixo", como os jornalistas chamam as tumultuadas entrevistas em que o mais comum é as perguntas não serem adequadamente formuladas, tampouco as respostas, satisfatoriamente dadas. Fica claro que ideias e propostas estão em terceiro ou quarto planos para a candidata, como, aliás, reza a cartilha do comando de campanha do PT.

Não espanta que a petista não vá comparecer ao debate promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no próximo dia 1º, como já adiantou. Não quer estar em nenhum lugar em que possa ser devidamente escrutinada. Alega que participará apenas de debates exibidos pelas TVs abertas. Pura tentativa de esconder suas deficiências, já que as regras dos eventos televisivos, pelo menos no primeiro turno, tendem a impedir discussões mais francas - ou dá para esperar coisa diferente de algo com sete candidatos, a maioria ilustríssimas nulidades, em volta da mesa?

Na prática, o que se pretende é não deixar o prezado eleitor saber quem é a candidata na qual querem que ele vote daqui a pouco mais de 100 dias. Tudo parte da "estratégia" petista de reduzir ao máximo a sua exposição. Dilma de verdade? Só depois de 3 ou 31 de outubro. Quem vai pagar pra ver?

Mas o que dona Dilma e sua turma tanto temem, para tentar escapar assim, de fininho, das discussões? Histórias obscuras como dossiês, quebra ilegal de sigilo fiscal e outros de seus métodos invasivos já caíram na boca do povo. Uso de dinheiro público e da estrutura do Estado de forma fraudulenta para promover a candidatura de Dilma Vana Rousseff já nem o mais renhido militante petista nega.

A resposta para tanto receio pode estar, veja só, caro leitor, dentro do próprio governo, mais precisamente no Ministério do Planejamento. Na semana passada, a pasta pôs na internet sua página de debates, com textos para discussão produzidos por técnicos do órgão. Qual o quê! Foi o suficiente para deixar-nos, à oposição, para trás, a comer poeira.

Os burocratas do Planejamento escreveram, sem medo, que a infraestrutura, área supostamente "bem gerida" por dona Dilma quando ministra, não anda lá muito bem das pernas - coisa que a gente já cansou de dizer aqui. Mais: o sistema tributário brasileiro é ruim; a burocracia é um bicho-papão enorme e o governo Lula não tem se preocupado em resolver a contento o gargalo logístico. Tu-di-nho de acordo com o ministério chefiado pelo petista Paulo Bernardo, conforme relatou o Valor Econômico em sua edição de sexta-feira.

Para o Planejamento, o país tem muitos problemas, entre outras razões, porque os ministérios de Minas e Energia, Transportes e Meio Ambiente simplesmente não se entendem. Além disso, a política de reforma agrária é um fracasso, projetos como o do biodiesel não têm futuro e a educação não avançou na atual gestão (50% dos jovens em idade apropriada não estão no segundo grau). Cadê a toda poderosa e eficiente gerentona, a mãe do PAC?

No entanto, assim como dona Dilma, o governo do PT tem horror à crítica: na sexta-feira mesmo, logo depois que a reportagem do jornal foi publicada, mandou tirar do ar o portal do Planejamento. Varreu tudo para debaixo do tapete, para longe dos olhos do cidadão. Está chegando a hora em que não vai dar mais para essa gente esconder o que se passa no reino da Dinamarca. Alguma coisa parece estar podre e vai desmoronar bem antes de 3 de outubro.

Fonte: ITV


Nota do blogueiro: "Uma coisa é certa para a ex-ministra Dilma: ela não vai conseguir fugir ao debate, pois lá ela mostrará quem realmente é, sendo uma candidata despreprada, que não consegue dar respostas claras em assuntos como o agronegócio, economia (mestre e doutora ela nunca foi, e teve que desmentir mais uma vez as suas alucinações e invenções), dossiês. Ela não gosta da imprensa, porque sabe que diálogo não é seu forte. Espero que no final os eleitores vejam o seu perfil de pessoa e política, pois o próprio PT a esconde da população, sabendo seus incríveis deficiências, e sua derrota será um alívio para o País".

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Incoerência petista

O PT quando foi oposição criticava algumas práticas macroeconômicas do governo FHC, como o câmbio flutuante, controle da inflação, e no governo Lula diz que elas, agora, são práticas universais na economia. Vangloriam-se de que não temos mais dívidas externas, mas maqueiam a realidade como a dívida pública interna que já passou a casa do 1 trilhão de reais. Isso é reflexo do Estado forte, que a candidata Dilma adora tanto, o que começa a causar uma certa preocupação, pois estão preparando o terreno para implantar uma nova Cuba aqui no Brasil.

Eles sempre defenderam a liberdade de opinião, mas agora atacam a imprensa constantemente querendo intimidá-la, achando que assim é que se ganha uma eleição. Ou seja, mais uma das incoerências petistas ao longo do governo Lula, eles querem o poder a qualquer custo não se importando com os meios que utilizarão para conquistá-lo. Esse é o PT.